André Murraças

Estudou Cenografia na Escola Superior de Teatro e Cinema e acabou com distinção o Master of Arts in Scenography da Hogeschool voor de Kunsten, em Utrecht, na Holanda. Na área da escrita frequentou seminários com Jorge Silva Melo, David Harrower e Roxana Silbert. Na área da performance teve formação com William Forsythe, Thomas Lehmen, Jan Ritsema, Bojana Cvejic e Rebecca Schneider.

 

Foi encenador, intérprete, cenógrafo e dramaturgo de Hollywood, More of a Man, One Night Only - uma rádio-conferência, Um Marido Ideal, Pour Homme, Louis Lingg – um anarquista americano em Lisboa, Swingers, as peças amorosas e as palavras são o meu negócio/words are my business. Escreveu ainda Os Inconvenientes e encenou CinemaScope para o grupo ArQuente. Está incluído na colectânea Jovens Escritores´03 (101 Noites) e o seu texto Túlipas faz parte do primeiro número da revista Base.

 

Trabalhou com os coreógrafos Tiago Guedes, Tânia Carvalho e Inês Jacques. No cinema foi dirigido por João Pedro Rodrigues em Morrer Como um Homem. Foi colaborador da rádio Radar para onde criou um programa semanal intitulado O Rapaz do Calendário.

 

Juntamente com o artista plástico Ricardo Jacinto elaborou a performance para o lançamento da mala System 2k07, do designer Miguel Rios, na galeria Appleton Square. As suas peças O Espelho do Narciso Gordo (Prémio de Edição de texto O Teatro na Década 2002) e as peças amorosas (Prémio de reposição O Teatro na Década 2000) estão publicadas pela 101 Noites.

   

Concebeu em 2008 o espectáculo Untitled - uma peça para galeria, inserido no projecto The Bridge Project de Richard Foreman e produzido pela Cassefaz.

 

Trabalhou como redactor publicitário, tendo passado por agências como Draft FCB, Euro RSCG e BBDO. Actualmente colabora com a Casa da Criação enquanto guionista. Tem escrito para as revistas L+Arte, Parq, DIF, Ípsilon, entre outras. 

 

Em 2009 criou o espectáculo Experiência Variações em Junho, apresentado na Fábrica do Braço de Prata, durante as Festas da Cidade. E em Julho foi seleccionado com o seu projecto Film Noir, apresentado na Sala Estúdio do Teatro D. Maria II. E em Novembro mostrou Um Passeio, inserido no Festival Materiais Diversos, em Minde e a partir da vida de Roque Gameiro.

 

Em 2010 apresentou um espectáculo baseado num guia turístico de Fernando Pessoa para Lisboa (Festa da Cidade de Lisboa) e um monólogo de sua autoria intitulado Sex Zombie - a vida de Veronica Lake. O seu texto Todas as noites a mesma noite foi apresentado durante os Encontros de Novas Dramaturgias Contemporâneas, no São Luís Teatro Municipal, com direcção de Pedro Gil.

 

Em Junho de 2011 apresentou o espectáculo Três Homens Sós, baseado em três filmes de Paul Schrader, na Culturgest. Em Julho representou Portugal no L´Obrador d'estiu, na Sala Beckett, em Barcelona, num seminário de dramaturgia orientado por Simon Stephens. Em Setembro escreveu, encenou, cenografou um monólogo sobre Cândida Branca Flôr, apresentado no Teatro Aberto.

 

 

 

 

Cândida - uma história portuguesa

 *Produção: Cassefaz

 

Cândida - Uma história portuguesa é um espetáculo de André Murraças que aborda a vida de Cândida Branca Flor. O texto reflete o percurso da artista, focando a necessidade de ser amado e tentando perceber as expectativas de um público que tanto é capaz de adorar como esquecer.

O valor do legado artístico, o preço da entrega a um público, o desejo da fama e o amor enquanto negócio do “Eu Superstar”, são os temas abordados por esta personagem que conquista a fama num momento áureo da sua vida: o Festival RTP da Canção, 1982.

O texto original mistura o humor com a tragédia procurando perceber quem foi esta cantora popular que, "do nada", se suicidou num subúrbio de Lisboa, abandonada, só, sem público nem amor.

 

Texto_André Murraças

Encenação_André Murraças e Paulo Ferreira

Cenário, Figurinos e Vídeo_André Murraças

Desenho de Luz_Miguel Cruz

Interpretação_Sílvia Filipe

Participação Especial_Guilherme Filipe

Cabelos_Joana Ísfer

Maquilhagem_Rúben Marques

Construção do cenário_João Paulo Araújo

Costureira_Lurdes Vaz

Assessoria de imprensa Raquel Prata de Oliveira

Produção executiva_Maria Ana Freitas

Produção_Cassefaz

Música_Angelo Badalamenti - Lucy´s Dance; Dalida - Mourir sur scène; Bucks Fizz - Making Your Mind Up; Amália Rodrigues - Senhor Extraterrestre; Cândida Branca Flor - Trocas e Baldrocas.

 

Estreia absoluta_14 de Setembro, 2011

_no Teatro Aberto.

 

 

 

 

Três Homens Sós

Num texto original inspirado em três argumentos de cinema, André Murraças revisita as obras de Paul Schrader American Gigolo, Light Sleeper e The Walker. O espectáculo recupera as histórias das personagens dos filmes mantendo o tema dos “lonely men” que habita esta trilogia e explora o isolamento, a prostituição e o envelhecimento no masculino, em ambientes citadinos nocturnos cheios de perigos e desilusões amorosas. As narrativas seguem um gigolô de luxo que se apaixona por uma das suas clientes, um homem imerso no mundo da droga e rodeado de fantasmas do passado e um acompanhante de um grupo de senhoras da aristocracia, envolvido involuntariamente num crime. Três histórias da condição humana no vasto cenário da cidade. A cidade racista, homofóbica, plástica, sedenta, violenta, falsa, hipócrita e decadente. Mas também um lugar onde é possível encontrar o amor, apesar de tudo. Pode ser Nova Iorque, Los Angeles ou Washington. Pode ser Lisboa.

 

Texto, encenação, cenografia e figurinos_André Murraças
Elenco_Suzana Borges, Anabela Brígida, Vítor d´Andrade e André Patrício
Desenho de luz_Zé Rui

Maquilhagem e cabelos_Joana Ísfer

Fotografia_Alípio Padilha

Produção_Bruno Reis para a Metamorfose

Coreografia_“Your Easy Lovin' Ain't Pleasin' Nothin'” Pedro Mascarenhas Costureira_Lurdes Vaz

Construção do cenário_João Paulo Araújo

Co-Produção_Culturgest/Metamorfose

Agradecimentos_Centro Cultural de Belém, Teatro Nacional Dona Maria II, Teatro Maria Matos, Teatro Praga, Marina Preguiça Ribeiro, Pedro Ramos, Cândida Murraças, Aurélio Gomes, Rodrigo Pratas

 

4 a 8 Junho 2011

_no Pequeno Auditório da Culturgest

 

 

 

 

Sex Zombie - a vida de Veronica Lake

Sex Zombie – a vida de Veronica Lake é um monólogo que parte da vida da actriz de cinema norte-americana Veronica Lake (1922 – 1973), com presença marcante em filmes como This Gun for Hire, The Glass Key ou The Blue Dahlia.

Estrela de referência de muitos filmes dos anos 40 e dona de um cobiçado cabelo platinado e ondulado, Veronica Lake escondia uma outra vida para além daquela como actriz de cinema. Juntamente com problemas com álcool e drogas, passou por quatro casamentos agitados e terminou os seus dias lutando contra a loucura que se apoderou da sua cabeça, trabalhando anonimamente num hotel de prostituição feminina.

Sex Zombie – a vida de Veronica Lake é um espectáculo para um actor e uma voz onde se explora a vida de um ícone cinematográfico, revelando o lado humano e real por trás de cada estrela de cinema que habita o universo de muitos espectadores. A partir de dados biográficos, o texto original de André Murraças explora o que sobra quando as estrelas deixam de ser amadas e ficam entregues à sua própria sorte. Fala-se da ascensão e da queda, mas também sobre a procura de um significado para uma mulher que queria existir sem ser como produto fabricado pelos estúdios de cinema. É um espectáculo sobre uma inspiração para muitas outras mulheres que se viram, de repente, sem maridos por causa da guerra ou porque eles tinham voltado completamente transformados. Dramaturgicamente, fala-se das lutas de Veronica e de muitas outras mulheres num mundo dominado por homens, suscitando simpatia nas donas de casa norte-americanas, que nela viam um escape. Uma ilusão.

Depois de Film Noir, Hollywood e CinemaScope, espectáculos onde André Murraças trouxe o universo do cinema para o teatro, será a vez de Sex Zombie – a vida de Veronica Lake.

No percurso do encenador/cenógrafo/dramaturgo, este novo projecto surge como aprofundamento de uma estética onde o lado visual e o texto caminham juntos. Em espectáculos anteriores como As Peças Amorosas ou As Palavras São o Meu Negócio, a cenografia e o texto foram tratados como um todo. E neste actual projecto isso surge como forma natural de progressão e como desejo de cultivar um universo igualmente recorrente: o cinema no teatro vs. o teatro do cinema.

 

Texto, Encenação, Cenografia e Interpretação_André Murraças
Produção_Bruno Reis para a Metamorfose 

Design Gráfico_Sofia Silva

 

7 a 10 Outubro 2010

_Clube Estefânia

(inserido no Cabeças Falantes - Festival de Monólogos)

 

13 a 16 Outubro 2010

_Espaço Teatro Praga


http://sexzombieveronicalake.blogspot.com/

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crítica
in ATUAL / EXPRESSO 16 Outubro 2010
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Lisboa - o que o turista deve ver*

 *Produção: Cassefaz
 
Lisboa: O Que o Turista Deve Ver é um espectáculo de André Murraças construído a partir do texto homónimo de Fernando Pessoa, onde o poeta se transforma num cicerone que passeia o leitor, neste caso o espectador, por Lisboa - aquela que o turista e todos nós devemos ver. O espectáculo transpõe esse texto para a rua, adaptando-o teatralmente como um espectáculo-percurso que recorre ao som e à imagem, e onde o público confrontará a descrição original do autor com as imagens actuais da cidade. O projecto procura esse contraste entre o passado e o presente. Trata-se de devolver à cidade um texto que a ilustra e confrontá-lo com a sua actualidade. Mas também há um lado pedagógico de mostrar a quem vive em Lisboa uma cidade desconhecida.


Durante quatro dias existirão 5 postos montados em 5 diferentes locais de Lisboa. Em cada posto haverá hospedeiros e actores personalizados que interagem com o público a partir de elementos do texto original, e ainda leitores de CD que serão disponibilizados com um excerto do texto de Pessoa (em português e inglês) referente àquele local e adaptado com textos originais de André Murraças, música, ambientes sonoros e convidados surpresa. O espectador tem o tempo que desejar para, munido do leitor de CD ou de um actor, usufruir da experiência, podendo escolher o percurso a fazer ao longo dos quatro dias, decidindo quais os postos que quer ver, em que locais e por que ordem. No total os postos e os locais abarcam parte relevante do texto de Pessoa sobre aquilo que qualquer turista e sobretudo os lisboetas devem ver. Vamos passear com Fernando Pessoa?

 

Conceito, Dramaturgia e Concepção Sonora_André Murraças
A partir de Lisboa: O Que o Turista Deve Ver / What the Tourist Should See, de Fernando Pessoa
Tradução_Maria Amélia Santos Gomes/Livros Horizonte
Vozes_Pedro Ramos e André Murraças 
Com_Alexandra Sargento, André Patrício, César ribeiro, Dina Santos, Estêvão Antunes, Hugo Amaro, Joana Barros e Ricardo Neves-Neves.
Design Gráfico_João Biscaia
Produção Executiva_João Lemos e Tânia Afonso
Comunicação_Raquel Prata de Oliveira
Produção_Grupo Cassefaz
Espectáculo integrado na Programação Outras Cenas das Festas de Lisboa 2010

 

17, 18, 19 e 20 de Junho
_Chiado (Quiosque do Largo Camões)
_Rossio (Livraria do Teatro Nacional D. Maria II
_Avenida da Liberdade (Cinema S. Jorge)
_Saldanha (Espaço Nimas)
_Jardim de São Pedro de Alcântara (Quiosque de S. Pedro de Alcântara)

 

http://lisboaturista.blogspot.com/

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Um Passeio*

A partir da obra e da vida do artista Roque Gameiro, e no cenário natural do Museu Roque Gameiro em Minde, André Murraças concebeu a performance Um Passeio. Um espectáculo que reflecte sobre as memórias do artista, bem como as do próprio André Murraças, a importância do local que nos rodeia e as referências. Um passeio que questiona a ideia de pertencer a um lugar – aquela velha questão: somos felizes onde estiver o nosso coração.

Texto, Concepção, Espaço cénico e Interpretação_ André Murraças
Com a colaboração de_ Andreia Pires, Luís Carlos Santos e Maria Alzira Achega Roque Gameiro.
Design Gráfico: Hugo Baeta
Duração: 45 minutos aprx.
Produção: Festival Materiais Diversos

_28 de Novembro
Museu Aguarela Roque Gameiro

 

umpasseio-teatro.blogspot.com

 

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Film Noir

Film Noir é um espectáculo de teatro, construído a partir de um género específico de cinema norte-americano que esteve em voga nos anos do pós-guerra e com características definidas de forma pouco fechada. É exactamente por se tratar de um género muitas vezes chamado de “género que nunca foi”, que se torna num objecto curioso para ser tratado em palco. Para o teatro é então trazido esse aspecto dúbio e indeterminado. 

Em cena, três personagens baseadas em diversas mulheres de filmes como Laura, Chinatown, The Big Heat, Double Indemnity, Gilda, A Dama de Xangai, ou Sunset Boulevard são as protagonistas de romances enigmáticos, experiências científicas, chantagens impensáveis. São esboços de filmes que não chegam a acontecer por completo. Algo abstracto.

Num cenário escuro como a fotografia dos filmes e iluminado de sombras e nevoeiros, iremos assistir a uma série de quadros que relembram cenas de filmes e os tiques das personagens. Mas iremo-nos sobretudo perder nessa tradução do ecrã para a cena. Lentamente, cairemos cada vez mais fundo na psicologia destas três mulheres, descobrindo os lados negros das suas vidas. A opção por um all-female-cast (Anabela Brígida, Maria João Falcão e Sofia Correia) reforçará uma direcção mais subversiva ao expor as mulheres como figuras de poder aos quais os homens não conseguem resistir. Quem são estas mulheres? De quem são estas vozes no escuro? Que segredos escondem? 

 

Texto, Encenação, Cenografia e Figurinos_André Murraças

Elenco_Anabela Brígida, Maria João Falcão e Sofia Correia

Cabelos e Maquilhagem_Joana Ísfer

Desenho de Luz_Rui Poças e Pedro Emuz

Cosntrução do Cenário_João Paulo Araújo

Costureira_Lurdes Vaz

Produção Executiva_Maria Folque

Co-produção Teatro Nacional D. Maria II e Metamorfose Total

 

_8 a 12 de Julho 2009

Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II, Lisboa

 

filmnoir-teatro.blogspot.com

 

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Experiência Variações*

*Produção: Cassefaz

A propósito do 25º aniversário do desaparecimento de António Variações (1984-2009), a produtora Cassefaz convidou o criador André Murraças para a concepção de um espectáculo que tem como base a vida e obra do músico e cantor. Assim nasceu Experiência Variações.

Pegando em diversos aspectos da vida do cantor e factos da História de Portugal dos anos 50, 70 e 80, André  Murraças concebeu um projecto artístico que convoca teatro, dança, performance, instalação, música e vídeo, convidando o público para um percurso «voyeur» por oito contentores, cada um deles albergando um universo de António Variações. 

Há contentores sobre a infância do artista, sobre a vinda para Lisboa, sobre a vida de barbeiro e cantor, sobre a sua música e também sobre o sexo e a morte. Juntos, os contentores formam um espectáculo e contam uma história. São partes da vida e obra de António Variações que ao serem vistas uma a uma vão formando a personalidade complexa deste artista. 

Sendo contentores interactivos, os espectadores encontrarão monólogos, adereços, música, quadros vivos, vídeo e actores que dão expressão e voz a diversos factos da História de Portugal, e ao homem, ao artista, ao ícone que foi e é António Variações. 

António Variações, exuberante e festivo, convida para o arraial de Santo António, entre os contentores que narram a sua vida.

Das farturas às pipocas, o espectador tem direito a uma experiência festiva que inclui um espectáculo que ele próprio vai compondo e uma visita por todas as festividades incluídas no recinto.

 

Encenação, Cenografia, Figurinos e Texto_André Murraças

Com_Carlos António, André Patrício, André Soares, Dina Santos, Ricardo Molares e Vítor Ennes. E em vídeo_André Murraças, Luisão, Hard Sense, Neurónios Abariados, Orquestra Palmela Encore e Pedro Miguel

Design Gráfico_Cristiana Couceiro

Duração: 1h aprox.

Produção_Cassefaz

 

_9 a 14 Junho 2009

Fábrica do Braço de Prata, Lisboa

 

experienciavariacoes.blogspot.com/

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Untitled - uma peça para galeria*

*Produção: Cassefaz

Não é um espectáculo, nem uma exposição.
Untitled – uma peça para galeria é uma experiência que pode ser vivida pelo espectador, controlada por ele próprio e variável consoante as suas referências, decisões, idade, sexo e o tempo desse dia. É uma invulgar visita a uma exposição numa galeria virada do avesso e onde os sentidos do espectador são baralhados. O teatro vai à galeria?
Durante cerca de 30 minutos, os espectadores podem circular por uma sala onde estão expostas uma série de imagens retiradas de filmes realizados pelo encenador norte-americano Richard Foreman e escolhidas por André Murraças, encenador português, que concebeu a partir delas um espectáculo pensado para uma galeria. Juntamente com diferentes audio guides distribuídos à entrada, o público escolhe maneiras diferentes de interpretar o que vê. A partir daí tudo pode acontecer. A galeria transforma-se num palco. Num espectáculo que acontece na mente do espectador. Há quadros que contam histórias, silêncios que vão ser quebrados, cantores exclusivos e actores invisíveis que representam só para alguns.
Este espectáculo insere-se num projecto a longo prazo denominado The Bridge Project, da autoria do encenador Richard Foreman. Consiste em workshops de improvisações que acontecem em diversas cidades do mundo. Essas improvisações são registadas em vídeo, ficando o material disponível para ser usado depois pelos países, para dele fazerem um espectáculo, usando partes dos vídeos, textos, imagens. Ou então não. Das cidades participantes constam Lisboa, New York, Melbourne, Loughborough, Giessen, Kioto, Vienna, Zurich e Odsherred. No ano passado, Ana Tamen encenou Da Boca Para Dentro, em cena no Teatro da Politécnica.
É assim que surge então Untitled – uma peça para galeria. Um espectáculo que André Murraças define como imprevisível e manipulado. São momentos de contemplação que questionam a maneira como vemos a arte e os espectáculos. É um trabalho sobre o próprio acto de criar do autor e sobre a interpretação do espectador. De como as interferências exteriores são determinantes para um resultado final. Centrado não tanto no que há para ver, mas naquilo que o rodeia. Daí ser um espectáculo que questiona igualmente a ideia de teatro, de galeria, de local performativo. Brinca-se com as inaugurações e as estreias, chama-se a atenção para pormenores. E pede-se para ser apreciado em silêncio.

Concepção, Texto, Cenografia, Selecção de imagens e Montagem sonora_André Murraças
Vozes_Anabela Brígida, Marcello Urgeghe e Eládio Clímaco
Participação_Yann Guibert

Design_the candy darling fan

Produção_Cassefaz


_14 a 21 de Junho de 2008

Appleton Square, Lisboa


www.teatropolis.net | untitled-teatro.blogspot.com

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Excerto dito por Anabela Brígida.mp3
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Excerto dito por Eládio Clímaco.mp3
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Hollywood

Hollywood é um solo de teatro de André Murraças. Durante quase uma hora somos levados numa viagem às estrelas do universo cinematográfico de Hollywood de há muitos anos atrás. Cary Grant, Rock Hudson, Alfred Hitchcock, Judy Garland, Jayne Mansfield ou James Dean são alguns dos implicados nesta lavagem de roupa suja. Mas a viagem será tudo menos nostálgica. Misturado actuais noções de celebridade e fama, André Murraças revela-nos a verdade por detrás do brilho nos olhos daqueles a que chamamos de ídolos. Os vícios, a ascensão duvidosa e a decadência posterior, as festas privadas com meninos na piscina e meninas barely legal, as mortes misteriosas e todos os escândalos serão revelados num espectáculo que promete ser tudo menos simpático.

Os dias actuais estão repletos de fofocas à voltas dos actores de Hollywood. As revistas divulgam tudo, real ou inventado, sobre actores e outros famosos. Há escândalos para todos os gostos. Mas nos anos vinte, os estúdios da grande máquina de cinema de Hollywood escondiam grandes histórias. Terríveis acontecimentos faziam parte da vida das estrelas.

Querem saber um segredo?

 

Interpretação, Texto, Cenografia e Encenação_André Murraças

Inspirado em Hollywood Babylon, de Kenneth Anger

Design Gráfico_the candy darling fan

Produção_Mafalda Santos e Joaquim René para a Metamorfose

Duração_50 min.

 

_Estreia: 9 de Outubro de 2007

mmCafé, Teatro Maria Matos

_8 a 30 de Novembro e 1 de Dezembro de 2007

Os Dias da Água no Bairro Alto, Lisboa

 

hollywood-teatro.blogspot.com

  Hollywood - Os Dias da Água no Bairro Alto, Lisboa Hollywood - Os Dias da Água no Bairro Alto, Lisboa
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More of a Man (Um Marido ideal + Pour Homme)

Nota: ver informações sobre cada um dos espectáculos (Um Marido Ideal e Pour Homme) mais a baixo.

 

O projecto More of a Man, junta num só espectáculo dois solos recentes de André Murraças: Um Marido Ideal (2005) e Pour Homme (2004). Pensados como espectáculos isolados, na verdade as duas peças completam-se e fazem parte de um projecto que o encenador e dramaturgo tem vindo a desenvolver à volta do conceito de masculinidade enquanto representação em palco. São igualmente a continuação de um trabalho onde o criador é o único responsável pelos espectáculos.

Assim, se Um Marido Ideal é totalmente composto pelo texto homónimo de Oscar Wilde e conta com André Murraças sentado numa secretária, lendo excertos da peça, e assim reflectindo sobre o poder da representação teatral e da imagética da palavra; já Pour Homme é um solo sem palavras, composto por poses e posições associadas à representação do género masculino na  História da Arte, no quotidiano e na publicidade.

 

Concepção, Espaço Cénico, Figurinos, Dramaturgia e Interpretação_André Murraças

Texto_(Um Marido Ideal) Oscar Wilde e André Murraças, baseado em Tom Cruise e Charles Manson

Operação de Luz e Som_Sílvia Lé

Design Gráfico_the candy darling fan

Produção_Mafalda Santos e Joaquim René para a Metamorfose

Duração_30 min + 36 min

 

_2 a 12 de Maio de 2007

Casa Dos Dias D’Água, Lisboa

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One Night Only - uma rádio-conferência

One Night Only – uma rádio conferência é o novo solo de André Murraças, encenador, dramaturgo, cenógrafo e intérprete de espectáculos como Um Marido Ideal, Pour Homme, Swingers ou As Peças Amorosas.

Em One Night Only – uma rádio conferência, criado especificamente para o café do Teatro Maria Matos, André Murraças propõe uma noite que reformula o conceito de café-teatro numa apropriação que mistura uma falsa emissão de rádio - onde um locutor relata diversas histórias, com o formato de pequenas peças teatrais, intercaladas com música.

Para isso, recuperam-se algumas d´As Peças Amorosas já apresentadas, e apresentam-se igualmente peças novas e totalmente criadas para o espaço do Teatro Maria Matos. André Murraças, o locutor de rádio ao vivo, por uma só noite, conduz o espectador pelo mundo das profissões nocturnas, dos musicais da antiga Broadway e das visitas ao YouTube, com video-clips improvisados e servidos como interlúdios. As histórias têm com personagens serial killers, flores, vizinhos, claques de futebol, patinadoras, fotógrafos, divas de ópera e estrelas de cinema. Pequenas histórias amorosas e solitárias com a noite em fundo. Para ver e ouvir durante uma só noite.

 

Texto, Encenação, Dispositvo Cénico e Interpretação_André Murraças

Design Gráfico_the candy darling fan

Produção_Mafalda Santos e Joaquim René para a Metamorfose

Duração_50 min

 

_Representação única no mmCafé, Teatro Maria Matos, Lisboa, a 13 de Março de 2007

 

 

 

 

Peça Amorosa # 30 - Shoes by Gucci

Depois da estreia e da tourné com o espectáculo As Peças Amorosas, André Murraças escreveu mais uma peça especificamente pensada para um evento. O mini-espectáculo mantinha os guias do projecto inicial, sendo uma peça curta e com poucos recursos. Desta vez o assunto era um diário amntido a quando da estadia de André Murraças em Zurique.

 

Em 1999, estudei em Zurique na Suiça. Vivi nessa cidade durante 3 meses. Zurique é muito cara. Quando eu lá estive, um menu do McDonalds custava 1.200, quando cá em Portugal custava 600 paus. Para quem gosta de coisas caras isto pode ser muito mau. Coisas caras, ou coisas bonitas, como eu lhes chamo.

 

Interpretação, Texto, Cenografia e Encenação_André Murraças

 

_Representação única no after-party do espectáculo Shopping and Fucking de Carlos Afonso Pereira, a 18 de Julho de 2006, na Casa d´Os Dias da Água, Lisboa

 

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Um Marido Ideal

Um Marido Ideal  / An Ideal Husband, é o título do texto teatral escrito por Oscar Wilde e estreado no Haymarket Theatre a 3 de Janeiro de 1895. Trata-se de um melodrama político, contrastando com as suas então habituais comédias matrimoniais, mas onde Wilde se debruça novamente sobre a sociedade, a política, a comédia e o romance.

A história fala-nos de Sir Robert Chiltern, um membro do governo e devoto marido de Gertrude, uma muito estimada esposa e senhora da sociedade. A vida de Sir Robert irá ser posta em risco com a chegada a Londres de Mrs Cheveley, uma cínica e estranha senhora com segredos na manga, capazes de destruir Sir Robert. Sir Robert terá então de contar com a ajuda do seu amigo e orgulhosamente solteiro, Lord Goring, que, por sorte, conhece Mrs Cheveley de outros tempos. Mrs Cheveley começa a chantagear Sir Robert com “uma carta reveladora da verdadeira origem da sua saúde e carreira”. Lord Goring terá de pôr em prática um plano para salvar o amigo, conseguindo até largar a sua faceta de playboy narcisista. O texto de Wilde, através do mote da “chantagem” consegue mostrar até que ponto somos capazes de guardar segredos para salvaguardarmos os que amamos e não perder o nosso lugar na sociedade. Mais concretamente, através da maldade de outros aplicada a dois homens, a peça pergunta: o que é que torna um marido… ideal?

André Murraças propõe-se a visitar este texto de Wilde, aplicando a forma já distintiva de trabalhos seus anteriores (Pour Homme, as peças amorosas ou as palavras são o meu negócio), onde era o único responsável criativo.

Desta vez, isso volta a acontecer sendo a ideia principal deste projecto a de pegar no texto Um Marido Ideal, originalmente escrito para 14 actores, e fazê-lo totalmente a solo.

A proposta não se trata de colocar as várias personagens num só actor. Foi escolhida a personagem de Lord Goring e será redigido um texto a apresentar em palco, composto apenas pelas deixas de Lord Goring. E aqui residem as principais questões do projecto.

Por um lado entra-se numa zona de risco cénico onde um espectáculo sem todos os elementos começa a não fazer sentido, controvertendo assim as reais necessidades de encenação, cena, contra-cena, mudanças de cenário, disfarces e, em última instância, a construção de uma personagem. Por outro lado, devido às características da personagem de Lord Goring - um solteiro que não acredita no casamento, com grandes teorias sobre o romance, a vaidade e a auto-estima, de um narcisismo atroz – André Murraças voltará a abordar questões ligadas ao género e aos estereótipos masculinos.

Como foi dito, a personagem de Lord Goring permitirá concretizar em cena as falhas de uma encenação desnorteada. Mas o principal desafio reside em questionar o arquétipo da personagem. Lord Goring permite fazer incursões nos universos da moda, da publicidade e da busca de uma teatralidade relacionada com o género, num espectáculo que procura debater, ao fim ao cabo, a performatividade de todos nós, em palco e na sociedade.

 

Concepção, Espaço Cénico, Figurino, Dramaturgia e Interpretação_André Murraças

Texto_Oscar Wilde e André Murraças (baseado em Tom Cruise e Charles Manson)

Design Gráfico_the candy darling fan

Produção_Mafalda Santos e Joaquim René para a Metamorfose

 

_Estreia: 26 de Novembro de 2005

Teatro Taborda, Lisboa

_2 a 12 de Maio de 2007

como parte do espectáculo More of a Man

Um Marido Ideal, imagem ensaio Um Marido Ideal, imagem ensaio

 

 

 

 

CinemaScope

CinemaScope é lente utilizada no cinema para aumentar o ângulo de captação de imagem. Este espectáculo deixa a altura e a largura da tela para se cruzar com a dimensão do palco. Explora o cinema enquanto arte de transformação interior, em textos de criação colectiva.
Através do recurso a testemunhos pessoais, críticas e análises teóricas sobre filmes, os quatro intérpretes - Gil Silva, Nuno Murta, Ricardo Mendonça e Teresa Silva - juntam uma dramaturgia que conjuga diferentes visões sobre a realidade cinematográfica.
Um mundo em que as palavras, as imagens e os sons passam como que por uma lente e são obrigados a defrontar-se com esse cruzar de duas artes: o cinema e o teatro.

 

Encenação, Dramaturgia e Cenografia_André Murraças
Interpretação_Gil Silva, Nuno Murta, Ricardo Mendonça e Teresa da Silva
Textos_criação colectiva
Produção_D´Agir / Ar Quente
Um espectáculo_A Fábrica

 

_Estreia: 27 a 30 Junho de 2005

CAPa - Centro de Artes Performativas do Algarve, Faro

_5 a 8 de Outubro de 2005

Casa Conveniente, Lisboa

CinemaScope, Centro de Artes Performativas do Algarve, Faro CinemaScope, Centro de Artes Performativas do Algarve, Faro

 

 

 

 

Pour Homme

Pour Homme é um percurso pelas representações do corpo masculino na História da Arte, publicidade e vida quotidiana. Através da recuperação de maneirismos, tiques, poses, posições masculinas, e do quanto a imagem pode ser um reflexo cultural da sociedade - o espectáculo resulta da busca de uma performatividade dessas imagens para a cena. Essa colheita do corpo representado na imagem e em sociedade, ganha uma nova fisicalidade na sua transposição para o palco. Bem como novas representações e interpretações do conceito de masculinidade.

Em palco, André Murraças – o único intérprete - vai imitando posses que tornaram famosos: Elvis, Jesus Cristo, James Dean, Hitler, James Bond, entre outras intervenientes da História e das artes. Ao mesmo tempo, são infiltradas no decurso do espectáculo, poses culturalmente associadas ao género masculino. Como, por exemplo, o toureiro, o ginasta, o polícia ou mesmo o simples gesto de barbear. 

Pour Homme vai roubar o seu título às embalagens de perfume masculinas. Até há alguns anos culturalmente imposto como um objecto de adorno e uso femininos, o aparecimento de produtos para homem veio colado a uma forte e saliente campanha de nomeação, para o caso de alguém mais antiquado os confundir com produtos femininos. O título interessa ao projecto porque reforça, com ironia, alguns temas sobre os quais se pretende reflectir: os limites e excessos da masculinidade, o desnorteamento das imagens quando retiradas do seu enquadramento histórico, o poder da publicidade, a busca de um símbolo (neste caso, o corpo do intérprete) que seja o intermediário entre a aparência exterior e a sensibilidade interior na construção de uma identidade sexual, a reinvenção de uma fisicalidade – através da performatividade inerente à categoria do género masculina.

Este trabalho trata também de devolver à imagem, uma fisicalidade imagética com o acréscimo da cena e do corpo do intérprete, que tem como o público, o seu derradeiro leitor, identificador e dono da última interpretação.

Para tal, serão a imagem e a pose, os dois tópicos tomados como essência da representação masculina, utilizadas em Pour Homme.

Por um lado, considera-se a imagem visual enquanto símbolo, recolocando a pintura dentro do domínio social, através da sua performatividade em palco.

Por outro lado, a pose reflecte o artifício e exagero do corpo. É na pose que a fisicalidade do corpo deixa transparecer as suas fugas para o dúbio, o híbrido e o duplo. Este estado de fisicalidade, teoricamente denominado de camp, pode também ser apresentado como um meio de sedução. Sedução nascida na dupla interpretação do maneirismo flamejante: gesto carregado de duplicidade, cheio de sábio significado para conhecedores, mas mais estranho para desconhecedores.

Quem vê – ou, neste caso, quem interpreta - acrescenta algo mais para além da alma do artista ou dos simples gestos ligados ao quotidiano masculino. Ou como "The critic will always be showing us the work of art in some new relation to our age. He will always be reminding us that great works of art are living things are, in fact, the only things that live." nos explica Oscar Wilde:

Com Pour Homme, André Murraças segue a tendência de alguns dos seus espectáculos anteriores. É novamente o único intérprete, responsável pela parte visual e o seu próprio encenador.

 

Concepção, Interpretação, Espaço Cénico e Figurinos_André Murraças

Design Gráfico_the candy darling fan

Produção_Mafalda Santos e Joaquim René para a Metamorfose

 

_Estreia: 18 de Setembro de 2004

no Centro Cultural de Belém, Lisboa

_19 de Novembro de 2005

Teatro Taborda, Lisboa

_2 a 12 de Maio de 2007

como parte do espectáculo More of a Man

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My Zinc Bed

Trabalho de Cenografia e Figurinos para o espectáculo My Zinc Bed, de David Hare, encenado por Carlos Afonso Pereira.

 

Memória Descritiva Cenário e Figurinos:

O espaço do ex-bar Lusitano no Cais do Sodré transporta em si uma carga visual fortíssima.

Para a cenografia de My Zinc Bed, localizou-se a acção do esquartejamento dos vícios e relações das personagens, numa sala de reuniões de alcoólicos anónimos. O apartamento de Victor foi substituído por uma dessas salas que originalmente servem ou para aulas, ou para reuniões, mas que são aproveitadas pelos grupos de auto ajuda. O público irá ser essencial para a instalação desse ambiente. O espaço cénico caracteriza-se por um círculo de cadeiras partilhadas entre o público e os actores. Há máquinas de café, copos de plásticos, cinzeiros e alguns autocolantes com frases tipo: um passo de cada vez. O público e o espectáculo confundem-se. Essa diluição será rematada, à medida que o espectáculo avança, pelas sensações de claustrofobia e enclausuramento que a acção do texto promove.

As três personagens Victor, Paul e Elsa são discretamente caracterizadas pelo que vestem. Victor é um homem de charme, mas sem excessos. Um fato clássico preto e uma camisa irão acentuar-lhe alguma malícia. Paul não tem muitas preocupações com o vestir. Umas calças de ganga, uma camisa ou um pólo que dêem com qualquer blazer são os básicos destas personagens. Elsa já foi uma rapariga de muito bom gosto. Tratou da sua aparência com empenho durante muitos anos. Mas desde que se relaciona com Victor, parece ter parado no tempo. Continua a arranjar-se mas menos interessa consigo mesma.As três personagens usam as cores branco, preto e cinzento. Por um lado, esta curta paleta acentua o tom apagado do texto. Por outro, não esquece o tom metálico das camas de zinco, a ligação com a morte.

 

Texto_David Hare

Tradução, Adaptação, Encenação_Carlos Afonso Pereira

Assitência de Encenação_Joaquim René

Espaço Cénico_André Murraças e Carlos Afonso Pereira

Figurinos_André Murraças

Interpretação_Anabela Brígida, Carlos Afonso Pereira, Miguel Moreira

Direcção Técnica_Vítor Mexia

Produção_Mafalda Santos e Joaquim René para a Metamorfose

 

_9 a 26 de Setembro de 2004

Casa Conveniente, Lisboa

 

 

 

 

Swingers

Swingers é um projecto sobre a troca de papéis dentro de uma criação artística.

O projecto consiste na construção de um espectáculo onde se encontram dois autores: André Murraças e Inês Jacques. Os dois criam em separado duas pequenas peças (coreográficas ou teatrais). As peças são apresentadas, numa primeira parte, como peças isoladas. Numa segunda parte do espectáculo, os dois autores/intérpretes trocam de lugar e colocam-se no espectáculo do outro, interpretando o papel do anterior, mas à sua maneira.

A manipulação do primeiro espectáculo pelo segundo intérprete será a parte mais importante deste projecto. È aqui que esperamos encontrar as falhas, os excessos cénicos e o que prevalece pela interferência de uma troca de lugares. Ainda não existem respostas para os efeitos para os efeitos secundários das trocas. Apenas o desejo de sermos confrontados com as questões daí emergentes.

Objectivos: Manipular e questionar as noções de uma autoria numa criação, a substituição de um intérprete, a (descontinuidade) da repetição e os limites do processo criativo. Avaliar até que ponto as opções tomadas são válidas. O que é que continua a fazer sentido? O que é que se pode anular ou repensar num espectáculo? Qual é a nossa relação com o material deixado pelo espectáculo anterior? Iremos interpretar à nossa maneira ou cingimo-nos completamente à interpretação do corpo anterior?

Estratégias: Para chegar ao cerne das questões que se pretendem focar, é necessário dividir o espectáculo resultante deste projecto em quatro partes.

As duas primeiras partes são criações de duas peças, assinadas e interpretadas pelos seus respectivos criadores – André Murraças e Inês Jacques. As duas outras partes seguintes são as mesmas peças, só que os autores/intérpretes trocam de lugar.

Para Swingers, André Murraças criou a peça Broadway Baby, a partir de uma canção homónima, interpretada por Bernardette Peters e composta por Stephen Sondheim. Através da desconstrução dos elementos que compõem uma actuação ao vivo da referida cantora de musicais, André Murraças inverte toda a montagem do acting da Broadway, brincando com microfones, gestos, guarda-roupa, entradas, coreografia. Já Inês Jacques pegou numa história de Tim Burton e passou-a para palco. Em Haute Couture, Inês Jacques trabalhou a história de A Rainha das Almofadas de Alfinetes, encontrando uma expressão coreográfica da história escrita pelo cinéfilo.

São estas duas peças que os dois criadores apresentam na primeira parte deste espectáculo. E são as mesmas que darão origem ás interpretações na segunda parte.

 

swing [swing] – v move to and from, oscillate, rock; n act of swinging (mus) type of jazz for larger bands; (…) (sex) Swingers: expression used in exchanging couples for sexual encounters.

 

Ideia Original_André Murraças

Concepção e Interpretação_André Murraças e Inês Jacques

Design Gráfico_Javi

Web Design_Ricardo Russo

Produção_Mafalda Santos e Joaquim René para a Metamorfose

 

_Estreia:

18 de Outubro de 2003

CCB/Box Nova, Lisboa

_23, 24 e 25 de Outubro de 2003,

no Hospital Miguel Bombarda, Lisboa

_21 de Novembro de 2003,

no Teatro Taborda, Lisboa

_13 de Junho de 2004

Mostra Jovens Criadores 2004 , Silves

postal postal

 

 

 

 

O Espelho do Narciso Gordo

Prémio de Edição de Texto O Teatro na Década 2002

O Espelho do Narciso Gordo é um texto de André Murraças, a partir de Camille Paglia, Andy Warhol, Mark Simpson, Allison Parks, Joe Dallesandro, Dolly Parton, David Beckham, Gore Vidal, Bette Midler, André Gide, François Truffaut e do próprio André Murraças.

Trata-se de uma reflexão sobre o masculino e feminino enquanto género sexual. De início, o texto demonstra, através de algumas situações, como os homens e as mulheres tiveram os seus papéis demarcados por imposição social, cultural. Numa segunda parte do texto o género é distorcido. Os papéis são baralhados e trocados. Ficam claros os erros e os danos que as impenetráveis mentalidades provocam. Os comportamentos impostos desfiguram-se. O culto do corpo, a procura da beleza e o fascismo da moda ajudam na corrupção de um sistema. 

O texto aborda questões ligadas aos gender studies através da performatividade que o Teatro proporciona. Sociedade, moda, sexo, escândalos, injustiças, sangue, uma pontinha de romance e alguns narcisos são chamados a este carrossel.

O texto O Espelho do Narciso Gordo, de André Murraças, foi premiado com o Prémio de Edição, do concurso O Teatro na Década 2003, do Clube Português de Artes e Ideias. Foi editado pela 101 Noites. Houve ainda uma leitura pública no dia 13 de Agosto de 2003, no bar Op Art. Ainda não tem encenação oficial marcada, embora tenha sido representado num exercício final de alunos da Escola Superior de Teatro e Cinema e também pelo Grupo de Teatro Miguel Torga.

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Conhece Lisboa?*

Tudo começou quando o CAPITALS 2003/Acarte me convidou para guiar um passeio turístico por Lisboa. O passeio foi inserido na programação da ilha de Maio passado, onde se apresentaram os espectáculos e este passeio. O objectivo era juntar os artistas presentes e público, levando-os a dar uma volta pela cidade.

Confesso a minha confusão inicial do convite. Daria um jovem cenógrafo/dramaturgo/intérprete um bom guia turístico? A minha escrita teatral sempre misturou história com ficção, realidade com mentira e a ideia de um guia tem o seu tanto de performativo. Com este convite, tive a oportunidade de continuar a desenvolver o meu trabalho de one man show, mas desta feita em one man guide. Aceitei.

Uma das primeiras questões levantadas na elaboração do texto deste passeio foi: o que é que uma cidade como Lisboa tem para mostrar a quem já a conhece? E a quem não a conhece? A resposta veio logo – mistério. O mistério daquilo que vemos todos os dias, mas que não conhecemos completamente. A construção da cidade na nossa cabeça, à medida que a vamos conhecendo pela primeira vez - porque uma cidade não existe mesmo nos mapas ou guias turísticos. Disso tenho cada vez mais a certeza. Para quem não a conhece, a cidade é construída naquele momento em que – sem nunca a termos visitado - a nossa expectativa sobre ela e o primeiro encontro real se cruzam. Para quem a conhece, há sempre algo de novo pelo qual passamos todos os dias e nem sabemos a sua verdadeira história. 

Na altura em que estava a trabalhar no guião do passeio, lia eu The Art of Travel de Alain de Botton. Este simpático livro, sobre o acto (transformado em arte) de viajar, fala dos preparativos das viagens, dos aeroportos, das relações das viagens com os mestres da pintura e da poesia, etc. Contam-se histórias inacreditáveis sobre viajantes, condes ou plebeus, ou mesmo o próprio autor. Outro livro habitante da minha mesa-de-cabeceira era The Power Book da minha adorada Jeanette Winterson. A autora inventa as personagens por quem se apaixona e as cidades são construídas de maneira completamente cerebral. Tudo isto num misterioso laptop que a escritora comanda. Tudo o que é escrito pode ser apagado reescrito – personagens e cidades.

Destes dois livros retirei rápidas influências para o passeio. A ideia de passeio nunca me soou tão ritualista. Ao mesmo tempo, o poder de criar uma cidade e personagens, dentro de um espaço físico já existente, tornou-se o próximo objectivo. Esse objectivo foi atingido da seguinte maneira: desde há uns anos que venho coleccionando fotos de pessoas mortas. Pessoas mortas e giras. Com a Internet a minha colecção aumentou e descobri que não sou o único. Estou inscrito em vários egroups e troco regularmente fotos com amigos pela internet. Foi no meio da minha colecção que redescobri a foto de Louis Lingg. Um senhor com cara de inocente e um charmoso vestuário fin-de-siécle a dar-lhe um ar aristocrata… A história da vida de Louis Lingg é tão curiosa que não hesitei em lhe pegar. A saber: Louis Lingg, um jovem alemão que emigrou para os EUA, envolveu-se em actividades anárquicas e sindicalistas – sendo um dos responsáveis pelo 1º de Maio. Julgado e condenado à forca, à última da hora escapa da prisão, enfiando-se no primeiro barco a sair do porto. Destino acidental: Lisboa. E foi sobre o passeio de Louis Lingg em Lisboa, que este passeio acabou por ser montado. Passeio mistério descoberto na própria cidade.

 

Concepção, Texto e Interpretação_André Murraças

 

_12 de Junho de 2003

Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

Conhece Lisboa, Lisboa Conhece Lisboa, Lisboa

 

 

 

 

The Blue Room

Trabalho de Cenografia e Figurinos para o espectáculo The Blue Room, de David Hare, encenado por Carlos Afonso Pereira.

 

The Blue Room é o resultado da adptação da peça La Ronde de Arthur Schnitzler. Dez quadros em que vários homens e mulheres se encontram e desencontram, abordando o tema do sexo como poder, escape e mera comodidade.
Toda a peça assenta num conjunto de encontros, de propostas, de recusas, de medos, de hesitações que convergem para a desilusão final.

A forma circular como estão estruturados os diversos quadros de The Blue Room, em que cada diálogo se relaciona directamente com o diálogo anterior, confronta-nos com o caracter efémero das nossas relações. Os quadros repetem-se, as personagens mudam, mas em cada nova sequência algo se acrescenta aos quadros anteriores, formando mesmo assim uma unidade absoluta.

As personagens de The Blue Room, ora sedutoras ora seduzidas, caminham enevitavelmente para a solidão. Seres que permanecem anónimos antes e depois de fazerem sexo.

 

Texto_David Hare

Encenação_Carlos Afonso Pereira

Assistência de Encenação_Joaquim René

Interpretação_Alexandra Gonçalves e Carlos Afonso Pereira

Cenário e Figurinos_André Murraças

Vídeo_Carlos Afonso Pereira e Joaquim René

Design Gráfico_Javi

Produção_Mafalda Santos e Joaquim René para a Metamorfose

 

_9 de Fevereiro a 9 de Março de 2002

Teatro Taborda, Lisboa

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La Vida Sigue Igual

Um solo com o bailarino/coreógrafo Tiago Guedes. Eu escrevi um guião, ou melhor, uma estrutura de 5 partes para ser preenchida com movimento e cenografia. O ponto de partida para este espectáculo foi a música de Júlio Iglesias La vida sigue igual. A letra canção diz que a vida avança apesar de todos os problemas. Tiago Guedes coreografou uma sequencia de movimentos que traduziam repetição, rotina, etc. O cenário era simples. Misturava um minimalismo quase clínico, com microfones, rádios, massas e comprimidos PROZAC. A certa altura, Tiago escrevia no chão Prozac Power. Mais tarde escrevia Prozac Blues. No fundo tratava-se de ironizar a letra da canção e as soluções médicas dos dias de hoje. O mais frutuoso deste projecto foi ver como um cenógrafo e um coreógrafo podem construir um espectáculo juntos.

 

Ideia_André Murraças e Tiago Guedes

Guião_André Murraças

Interpretação_Tiago Guedes

 

_Estreia: 23 de Março de 2002

Palácio Marim Olhão, Lisboa

_29 de Abril de 2002

Auditório Municipal Eunice Muñoz, Oeiras

 

 

 

 

As Peças Amorosas

Prémio de Reposição O Teatro na Década 2002

As Peças Amorosas traduzem-se na criação e apresentação de pequenas peças performativas de curta duração, com um texto breve e um forte suporte visual. As peças são numeradas conforme são criadas. A ordem de apresentação é variável e cada peça vive por si mesma, quando separada das outras.

Especificamente, As Peças Amorosas - primeira secção: utilidades (dia) debruçam-se nas manhãs em discotecas, nos despertares com estranhos, no cuidado com o corpo, na necessidade da cultura, do sexo e do lazer, em personagens caídos nos amores das suas vidas e relaciona estes casos com algumas utilidades do dia-a-dia.

Em relação à segunda parte do projecto: As Peças Amorosas - segunda secção: futilidades (noite), entra-se na futilidade das relações amorosas directamente relacionadas com a vida nocturna, perdida entre discotecas e bares. Seguem-se a passo e passo a preocupação com o que vestir, os flirts de bar, os engates na internet e os espectáculos nocturnos de night club.

O projecto acredita na centralização da parte criativa numa só pessoa - como defesa de uma personalização completa dessa criação. Existe um único criador - responsável pelas ideias desde o momento em que elas surgem, até ao momento em que são apresentadas em palco por essa mesma pessoa. Esse mesmo criador é, então, o escritor dos textos, o cenógrafo/figurinista, o actor e o seu próprio encenador.

 

Textos, Interpretação, Cenografia e Encenação_André Murraças

Design_Wasscii does it better

WebDesign_Ricardo Russo

Produção_Mafalda Santos e Joaquim René para a Metamorfose

 

_Estreia: 14 de Fevereiro de 2001

Teatro Taborda, Lisboa

_10 de Março a 21 de Abril de 2001

Teatro Taborda, Lisboa

_4 a 15 Junho de 2002

Camarim 8 do Teatro Maria Matos, Lisboa

(Prémio de Reposição O Teatro na Década 2002)

_19 de Março de 2003

Santa Maria da Feira, Mostra dos Jovens Criadores 2002

_13 de Junho de 2003

Bienal de Jovens Criadores de Atenas, Grécia

(como seleccionado na área do teatro)

_3 e 4 de Outubro de 2003

Manobras A8, em Torres Novas

_2 de Março de 2006

FNAC Chiado, Lisboa

_4 de Abril de 2006

Passos Manuel, Porto


O livro está editado pelas 101 noites. Comprar online.

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as palavras são o meu negócio / words are my business

as palavras são o meu negócio / words are my business é um desfilar de imagens áudio-visuais resultantes de interpretações pessoais de poemas de E. E. Cummings. Trata-se de uma espectáculo onde os poemas, ditos em off, permitem a criação de um amplo espaço cenográfico onde se ironiza e questiona uma imagética associada ao amor, a ideia de homem e mulher, de indivíduo/duplo e a própria figura de Cummings enquanto escritor de poemas.

Este espectáculo foi pensado como um equilíbrio entre o som - tido aqui como os poemas de Cummings, e a imagem - todas as visualizações que, directa ou indirectamente, foram surgindo da leitura desses poemas e levadas depois para cena. As imagens em palco são fruto da leitura visual e sonora de André Murraças - responsável pelo guião do espectáculo, pela concepção áudio-visual e também intérprete. Longe da ilustração imagética dos textos de Cummings, optou-se por um exercício visual mais livre e sobretudo muito pessoal. escutados nos quatro gravadores em cena, poemas esses ditos pelo actor Afonso Melo.

O espaço cénico demonstra esse equilíbrio. Os quatro gravadores em cena que ditam os poemas criam um corpo sonoro nivelado pelas pequenas "estações cenográficas" que são criadas para cada poema. O corpo sonoro e o corpo visual estão dentro da mesma área de actuação e dirigidos do mesmo ponto para o público.

O palco está repleto de secretárias onde assentam uma série de vasos com rosas - Cummings faz alusões a rosas em quase todos os seus poemas. O resto da cena desdobra-se em escritório, laboratório, cinema e num pequeno cabaret. O intérprete começa o espectáculo encarnando a figura do escritor e instruíndo sumariamente o espectador sobre a vida de Cummings (1894-1962). Seguidamente, transforma-se no escritor dos poemas, depois na leitora dos poemas, e finalmente, na fusão dos dois com o escritor. Por fim, o intérprete adiciona a esses três seres a sua própria personalidade. Atravessa-se toda uma imaginada relação a dois, com poemas de amor ao fundo. Existe um príncipe que arranca o seu próprio coração em palco, constroem-se habitats de vidro para dois pequenos veados viverem, cigarros queimam braços com i love yous pelo meio, conservam-se noivos em frascos de açucar, observa-se o mar com o braço dado, partilha-se com o espectador um filme super 8 contendo cenas íntimas. Paralelemente, André Murraças multiplica-se em ínumeras personagens de um cabaret que nos transportam para o universo dos circos de feira com aberrações, mas elevados a um requinte das mesmas. Deste modo, o espectador é convidado a assistir a pequenos e insólitos números de cabaret como: O Homem com uma Perna De Senhora, O Homem Tatuado, O Homem com Rosas a Nascerem-lhe do Braço, O Engulidor de Espadas, O Guardador de Chamas e Como Fazer Desaparecer a sua Namorada uu Namorado Quando Ela ou Ele Não Gostar Dos Poemas do E. E. Cummings.

Há ainda espaço para a aparição de the bourbon singer, o famoso cantor de Las Vegas que mais uma vez nos prenda com a sua presença em Portugal e novamente num espectáculo de André Murraças. Este the bourbon singer fez a sua primeira actuação no nosso país no espectáculo Os Inconvenientes - uma peça feita de nãos, igualmente encenada por André Murraças, vencedora do Prémio de Execução do concurso O Teatro na Década 2000, promovido pelo Clube Português de Artes e Ideias. Desta vez, the bourbon singer cantará o tema: You´d Be So Nice To Come Home To, de Cole Porter.

Esta componente de "variedades" que suporta as palavras são o meu negócio / words are my business surgiu fazendo justiça à personagem de Cummings. Tudo o que ele fazia era performance, diria um amigo do escritor. E é também o que se faz neste espectáculo. Isto sem esquecer todo o carácter intimista que os poemas carregam.

È um projecto que mistura a literatura com o teatro e os transforma em meios para de um depoimento artístico pessoal.

 

Concepção Áudio-Visual, Guião e Interpretação_André Murraças

Voz Off_Afonso de Melo

Montagem Sonora_Kymberlie Koym

Design_Wascii does it better

WebDesign_Ricardo Russo

Produção_Mafalda Santos e Joaquim René para a Metamorfose

 

_Estreia: 28 de Outubro de 2001

Lugar Comum, Fábrica da Pólvora - Barcarena

_3 a 15 de Novembro de 2001

Palácio Marim Olhão, Lisboa

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Afonso Melo diz "Se tu gostas dos meus poemas...", de E. E. Cummings
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Os Inconvenientes

Prémio de Execução O Teatro na Década 2000

Vencedor do concurso Teatro na Década 2000, promovido pelo Clube Português de Artes e Ideias, o espectáculo tinha por subtítulo Uma Peça Feita de Nãos.

 

Uma noiva decide não casar, uma cantora lírica que se recusa a envelhecer, um público que não quer aplaudir...

 

Texto, Cenografia e Encenação_André Murraças

Figurinos_Pedro Valdez Cardoso

Interpretação_Anabela Brígida, Francisco Campos, Luís Gaspar, Maria João Falcão, Miguel Loureiro, Carina Reis, Rafael Alvarez, Joaquim Horta, Cláudia Gaiolas e the bourbon singer

Design Gráfico_barbara says

Produção_Mafalda Santos e Joaquim René para a Metamorfose

 

_Estreia: 23 de Maio e 1 de Junho de 2001

Galeria Zé dos Bois, Lisboa

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